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"Eles não sabem nem sonham que o sonho comanda a vida e que sempre que o homem sonha o mundo pula e avança"

Novela mexicana

Mais uma vez o blog está parado e deve ficar parado durante mais uns meses. 

Infelizmente, tenho necessidade de vir aqui escrever e meter para fora todas as frustações que tenho vivido durante o último ano.


Já falei aqui sobre uma relação que correu muito mal e o quanto o seu término me custou.

Por incrível que pareça, só em junho de este ano é que fui capaz de perdoar totalmente a outra pessoa. Tal aconteceu porque verifiquei que por mais que eu o tivesse amado, ele não era a pessoa certa para mim.

Algum tempo depois da relação que falei anteriormente ter acabado, conheci o N., que pensei ser o amor da minha vida! Bah... Eu devia mas é lavar a boca e o cérebro com sabão!

Mas já lá chegamos....

Primeiro é necessário dar um contexto à coisa, e ao escrever o que estou a escrever não me faz gostar muito de mim. A sério!!!


Amar é uma palavra muito forte, demasiado mesmo e posso garantir-vos que me assusta.... Assusta-me muito...


Sei que amei o E., com todo o coração e todas as minhas forças. E esse sentimento acompanhou-me durante anos após o término da relação. Também sei que já terminou, embora tenha sempre um cantinho especial no meu coração. Nunca nos esquecemos do primeiro amor.


Mas passemos ao assunto que me traz aqui... 


Este ano e ao fim de quase 6 anos juntos, separei-me do N. Saí de casa, de vez, pois estava a viver num poço e não via qualquer luz. Os meus pensamentos quando ia dormir eram "Meu deus, será que vou viver assim para o resto da minha vida???"

Infelizmente esta relação nunca foi uma boa relação... E é muito duro reconhecer que fiquei numa relação demasiado tempo por receio, receio de ficar sozinha, receio do desconhecido. Não são aspectos que gosto de reconhecer em mim..

As pessoas mais próximas sabem o inferno que fui vivendo ao longo dos ultimos 4 anos, coisas que muitas pessoas considerariam inaceitáveis. Fui ficando por pensar que o amava, mas como já disse anteriormente, tal não era o caso e, chego à conclusão que nunca o amei. 

Não é possível amar uma pessoa que nos rebaixa, que rebaixa e fala mal da nossa família, que não dá valor a nada na vida a não ser o dinheiro.

Terminar esta relação foi complicado, pois mesmo estando numa situação desesperante, onde me sentia a afogar, fui assolada por dúvidas e receios, mas desta vez mantive-me forte. E há medida que o tempo passava, o medo diminuia, e voltava a sentir-me cada vez mais eu. Todos os meus amigos notavam a diferença.


E durante um mês, o primeiro mês da separação as coisas pareciam estar bem. O N. parecia ter aceite o fim da relação.


E como me enganei!!! Meu deus se me enganei!


Entre Maio e Agosto a minha vida virou um inferno, mas um inferno que me levou a escrever à autora do blog  Vitimas de Stalking pois já estava a dúvidar se estava a ser alvo de perseguição, pois o N. nunca me fez ameaças. 


Aqui fica o email que mandei, para terem noção do que tenho passado:


Boa tarde.

      Estou a mandar-lhe esta mensagem porque já não sei mais o que fazer. Não sei como proceder, estou cheia de dúvidas e começo a temer pela minha sanidade mental.
      Há 4 meses terminei uma relação de 5 anos com o meu companheiro, e no início parecia ter aceite o fim dessa relação. Ao fim do 1º mês da relação ter terminado, reunimo-nos para fazermos contas e resolvermos o assuntos pendentes (durante esse mês houve 2 semanas de telefonemas e msg ofensivas, e aparecer em casa dos meus pais, para onde me mudei).  No final dessa reunião, acertámos tudo e pediu desculpas pelo o compartamento. Eu pensava que estava tudo bem e pouco tempo depois começa a telefonar-me a dizer que queria voltar, e que tinha esperança. Ligava-me para o meu local de trabalho com a mesma conversa e chegou a aparecer. Sempre lhe disse que não queria voltar e que já não gostava dele. Para procurar alguém que fosse melhor que eu, pois tenho noção que os nossos feitios não se dão. Nunca aceitou isso, várias vezes foi a minha casa e, nem todas as vezes me viu porque tinha saido com amigas. Fui falando com ele com calma, no intuito de o fazer ver que não pode ter esperanças.  Como os telefonemas não paravam, bloqueei o nº de telemovel dele, depois passou para os emails e tive de o bloquear também.  Todas as semanas tenta ter contato comigo, a ligar ou aparecer na minha casa. Também voltou a ir ao meu serviço e tentar falar comigo. Nessa tarde ficou à minha espera uma hora com o intuito de falar comigo. Só foi embora porque eu liguei à mãe dele. No dia 27 de Julho, estava à minha porta à minha espera com uma rosa. Não abri a porta porque não o quero dentro de casa, estive a falar com ele para ele me deixar sossegada. Como era o aniversário do meu irmão consegui que se fosse embora ao fim de 45 minutos, mas voltou perto da meia-noite, após uns amigos em comum o terem chamado à atenção para me largar pois estava a perseguir-me. Estivemos no quintal até à 1h30 da manhã a falar, eu, ele e os meus pais. O meu pai cansado da situação mandou-nos para dentro e ele começou a tocar à campaínha incessantemente e a bater à porta com a mão. A minha mãe saiu e disse que eu não queria falar mais com ele, para se ir embora e ele disse que não saia dali até falar comigo. Tentei ligar para a esquadra da minha zona mas estava impedido. O meu pai também saiu e foi falar com ele para o tenta convencer a ir-se embora. Só às 2:30 da manhã é que o fez. Tive duas semanas de descanso, até que ontem ele volta a telefonar para casa, e o meu pai lhe disse que eu não queria falar mais com ele e para ele me deixar da mão. Não contente com a resposta, volta a aparecer lá em casa. Outra vez o meu pai a falar com ele durante 1h para ele se ir embora e não foi. Continou a bater à porta, a ligar para casa até que se cansou. Como já conheço o comportamento dele, avisei a segurança que se encontra no meu local de trabalho que poderia receber telefonema ou visita. Confirmou-se a minha expectativa. Quando ela me liga a dizer que ele estava na recepção para falar comigo, disse-lhe a resposta que disse sempre. Que estava no meu local de trabalho e que assuntos pessoais não se tratavam ali. Ele não gostou da resposta e forçou a entrada. Subiu pelas escadas e veio para o meu piso. A segurança avisou-me e eu fugi para a sala de dois colegas meus. Escondi-me lá. A segurança ameaçou-o com a policia e ele não quis saber, disse que se estavam a meter na vida dele. Só saiu porque uma colega minha é mulher de um amigo dele. A minha directora foi informada desta situação e toda a gente no edificio ficou a saber. Ele falta ao trabalho para vir aqui, tenho receio que esteja a colocar o meu posto de trabalho em perigo. Apesar de nunca me ter feito ameaças e dizer para não ter medo que ele nunca me irá fazer mal, eu não sei mais o que fazer.  Sinto-me a endoidecer porque não tenho descanso, desde há 3 meses que tenho 1 semana de descanso e ele volta a tentar falar comigo e aparecer na minha casa.
Não sei se deva enviar um email ao psiquiatra a contar o que se está a passar. Não sei se o facto de não me conseguir ver ou falar comigo possa escalar as atitudes. Não sei qual a atitude a tomar. Vários colegas ja me disseram para ir à policia apresentar queixa, mas não sei que queixa apresentar! Ele nunca me ameaçou. Telefona e aparece...


Ele foi diagnosticado como bipolar, e durante o último ano da relação acompanhei-o às consultas com o psiquiatra. Eu sei que no médico ele não fala das coisas que sente ou fala muito superficialmente, pois tem um estigma muito grande.
O que eu sei é que ando na rua atenta a ver se o carro dele está por perto, tenho medo de chegar a casa e ele estar à minha espera. Não quero voltar a falar com ele ou sequer de o ver.
Antes de mais, isto é stalking??? E o que devo fazer? Devo ir à policia? Sinto-me muito perdida."

Este email foi mandado em agosto.... Após ter invadido o local onde trabalho, não voltou a tentar... mas eu já sabia que ia tentar, especialmente quando o meu aniversário é no inicio de setembro. 

Bem dito bem feito! No dia dos meus anos apareceu em casa dos meus pais para falar comigo. Só que por motivos de força maior não pude ir almoçar com a minha família e como tal ele não me viu.
Através de amigos em comum tentou saber onde eu iria fazer o meu jantar de aniversário, mas não descobriu. Continuou a aparecer na minha casa, a ligar-me de cabines telefónicas para o tlm, e farta desta situação e de me sentir prisioneira em casa, dirigi-me à polícia para apresentar queixa contra ele.

Chegada à esquadra o agente que falou comigo aconselhou-me a não apresentar logo queixa e para chamá-los quando ele voltasse a aparecer lá em casa. Isto foi no dia 24 de Setembro e, não sei se pressentiu mas deixou-me em paz.

Pensei que o aniversário da nossa relação mexesse com ele, mas tal não aconteceu. 

As coisas acalmaram, pensei eu.... Conseguiu avançar com a vida para a frente....


Mais uma vez enganei-me... Qual foi o "trigger"?? O aniversário dele!

Para mal dos meus pecados, o meu tlm novo avariou e tive de o mandar para reparação, e tive de voltar a andar como tlm antigo, que não tem a aplicação para bloquear numeros...
Estava eu em casa, quando há hora de jantar recebo um telefonema... Quem era.... O N.

Claro que não atendi, não tenho nada a dizer, este assunto está encerrado!


Como não atendi, levo com uma mensagem... 


"Acho que mereço uma palavra tua neste dia!"


Mas mereces o quê??? De mim não mereces nada, não me deixas viver sossegada, fazes a minha vida um inferno, não tenho nada para te dizer e ainda tens a lata de achares que mereces alguma consideração quando não a tens por mim????


Foi isto que pensei, não lhe respondi, não lhe dou qualquer abertura para contacto.


A partir daí foram telefonemas todos os dias, e já estava à espera que voltasse a aparecer lá em casa..... Bem dito bem feito!


Eu só não adivinho a porcaria do euromilhões! 


Ontem resolve meter os pés lá em casa. Abri a porta e com a maior cara de pau diz "Preciso de falar contigo!"


Respondo-lhe "Não tenho nada a dizer-te, por favor vai-te embora ou eu chamo a policia" e fechei a porta.


Continua a fazer o escandalo do costume e não tira a mão da campaínha e a minha mãe mais uma vez sai para falar com ele. Eu não estou com meias medidas e liguei para psp cujos telefones estão guardados nos contactos do meu telemóvel.

Nesse momento ameaça que volta a aparecer no meu serviço.

Erro cometido, disse que tinha chamado a polícia e passado um pouco foi-se embora, não antes de ter "tentado" entrar dentro de casa, mas se o fizesse levava uma tareia como nunca levou na vida, isso era garantido. E não era de mim...


Tenho de fazer um aparte pois isto pode parecer que estamos a falar de jovens adultos ou mesmo adolescentes, mas não, eu tenho 34 e ele fez 36... Acho que juízo já fazia falta!!!

A polícia apareceu bastante depois de eu os ter chamado e já depois de ter ido embora. Aconselharam-me a ir apresentar à esquadra. 

Assim o faço, e ao contar a história à agente que lá se encontrava, ela pergunta, mas quer apresentar queixa sobre o quê?

Resposta: por perseguição!!!


Mas isso não é crime.... E é verdade minha gente!


Como ele não faz ameaças à minha integridade física, não há como apresentar queixa!!!!


E isto deixa-me furiosa, porque eu que estou sossegada no meu canto, a continuar a minha vida após o fim desta relação, sinto-me uma prisioneira na minha casa, na rua tenho que andar constantemente com atenção para ver se o vejo!!!


Furiosa por ver o que esta situação faz às pessoas mais próximas de mim, e de ver que elas sofrem por mim!


E pensam que a história acaba por aqui? Não, claro que não!


Ontem à noite entre as 23h10 e as 23h45 recebi 4 chamadas e uma mensagem a dizer "Atende. Preciso de falar contigo"

Eu desconfio que eu não falo português, mas sim alguma lingua morta!!!!


Hoje, começa-se com uma mensagem 

"C.
Esperava que no meu dia de anos tivesses tido uma palavra. Sinto-me muito só. Preciso de falar. Não tenho amigos como tinha"


E já vão em 4 telefonemas....


Sinceramente, estou à espera que esteja à minha espera na minha rua! 


Não sei o que se vai passar, mas tenho receio que lhe passe uma travidinha naquela cabeça... Mas tenho muito mais medo de eu perder o controlo... E já o perdi uma vez... Numa das minhas inúmeras saídas de casa, ele andava atrás de mim de divisão em divisão... e num ataque de nervos empurrei-o....


Eu não quero perder o controlo, pois se o perco eu não sei o que possa fazer... Ele não tem noção de com quem se está a meter.. Eu sou uma pessoa muito pacífica ... Até rebentar a bolha... Aí, sugiro que saiam da minha frente porque eu viro um monstro... 


E como para evitar rebentar eu preciso de desabafar, resolvi vir aqui e contar a minha história... Que tal como digo parece tirado de uma novela mexicana!!!

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4 comentários:

Luisa Alexandra said...

Mas que história, o que tu passaste amiga!
Coragem, se precisares de alguma coisa que eu possa ajudar dispõe.

Beijos!

Xana said...

Estou impressionada.. Espero que se resolva tudo, e que ele perceba finalmente!!!

um beijo e coragem

Mary - Strawberrycandy said...

Bem, amiga, que história,....sei que nos tempos de hoje o trabalho é difícil de arranjar,...mas tenta mudar de cidade ou de país,..por uns tempos,...não só terás paz para contigo, como para os teus pais que sofrem também por verem como estás,...

Amiga,...força,..
Beijinhos,
http://strawberrycandymoreira.blogspot.pt/

Cozinha Caseira said...

Conheci hoje o seu blog... tudo se cai resolver. Força

Votos de um Próspero Ano Novo 2014!
http://www.pratocaseiro.blogspot.pt/